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Inconformado com tal ambiguidade, o Dr. deu início aos seus estudos objetivando a simplificação da técnica clássica de peeling de fenol. Por haver dificuldades em obter dados mais precisos na literatura, o Dr. elaborou toda a teoria de ação dos peelings fenólicos, linkando dados de microanatomia, embriologia, bioquímica e biofísica, codificando o que vem a ser hoje o moderno conceito no entendimento da ação dos agentes cáusticos redutores nos peelings de alta performance, principalmente relacionados aos agentes fenólicos.

O Dr.responde:

O que é fenol?
Há quanto tempo se faz peeling de fenol?
O método era doloroso?
O que lhe motivou a criar este novo conceito de tratamento?
Quais são os outros diferenciais?
O senhor já tentou utilizar outros ácidos para peelings?
Então por que alguns poucos médicos ainda insistem em falar mal do fenol?


O que é fenol?
- O fenol ou ácido fênico ou ácido carbólico é uma substância muito presente na natureza e nos material que utilizamos no nosso dia a dia. Ele que foi largamente utilizada em medicina como agente desinfetante durante o século XIX, na forma de uma solução de fenol a 10% para o tratamento das feridas durante as guerras. Graças a esta solução de fenol muitas vidas foram salvas, já que naquela época não havia os antibióticos. Com o advento dos antibióticos, a solução de fenol caiu em desuso devido as suas limitações e toxicidade. O fenol, assim como tantas outras substâncias utilizadas pela medicina, é uma substância tóxica. Toxicidade é uma questão de dose. A grande maioria dos medicamentos são substâncias tóxicas, que usadas nas doses adequadas, funcionam com remédios. Então, podemos afirmar que TOXICIDADE é apenas uma questão de DOSE-DEPENDÊNCIA, ou seja, dependendo da dose utilizada, uma substância tóxica pode se tornar um remédio. Várias drogas que fazem parte do nosso dia-a-dia são obtidas a partir de venenos. Um dos exemplos mais conhecidos é o da toxina botulínica, que já causou muitas mortes devido a ingestão inadvertida de alimentos em conserva contaminados com o Clostridium Botulinum, que é uma bactéria anaeróbica produtora da toxina botulínica. E por ironia do destino, a mesma toxina, se utilizada em doses terapêuticas, como é o caso do Botox, Dysport e outros, atua como excelente remédio em vários inestetismos e outras áreas da medicina. Outros exemplos, como o do “Captopril”, extraído de um potente veneno de uma serpente que, usado dentro das doses corretas, é um excelente remédio para hipertensão. Outro dia vimos no “Globo Repórter” o uso da “apitoxina”, que é o veneno da abelha, como remédio para dores reumáticas. E com o fenol não é diferente. Usado em pequenas concentrações e dosagens , é o agente de peeling que apresenta os resultados mais exuberantes, sem apresentar nenhum problema colateral.
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Há quanto tempo se faz peeling de fenol?
- Existem relatos que dão conta da utilização do fenol como agente de peeling há mais de 100 anos. Mas foi a partir dos anos 60 que dois respeitáveis médicos americanos, Backer e Gordon, popularizaram no meio médico uma formulação de fenol para ser aplicada sobre a face com o auxílio de cotonetes. Para tanto, o paciente era submetido à anestesia geral, e o médico aplicava esta fórmula de fenol sobre a face. Como o fenol é um agente volátil, ou seja, evapora, após esta aplicação, uma engenhosa máscara de esparadrapos era montada sobre a face com a finalidade de manter o fenol ocluído sobre a pele, deixando de fora somente os olhos, as narinas e a boca. Esta máscara era indispensável para que o fenol promovesse a sua ação cáustica sobre a pele.
Ela era mantida em contato com a pele por aproximadamente 48 horas, período após o qual, era arrancada da pele, num processo muito cruento e doloroso. Após a retirada da máscara, era polvilhado sobre a pele macerada um pó de à base iodo ou bismuto por um período de 11 dias ou até mais, a fim de se formar uma crosta grossa, que lembrava a casca de uma árvore. Durante esta fase, o paciente não poderia molhar a face, mastigar, escovar os dentes ou fazer qualquer higiene facial. Findos estes 14 dias, uma terceira máscara de vaselina era aplicada para tentar retirar a crosta grossa formada.
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O método era doloroso?
- Doloroso não seria o termo. Eu diria incômodo, uma vez que a face inchava muito e a máscara não acompanhava este inchaço. O que mais incomodava o paciente e a equipe médica era o estresse de uma forma geral. Era um método muito laborioso, oneroso e pouco reprodutivo, ou seja, após o tratamento, a pele não ficava homogênea. E, reprodutividade em medicina é muito importante.
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O que lhe motivou a criar este novo conceito de tratamento?
- O fenol era uma substância excepcional quanto aos resultados, porém precisava ser mais bem compreendido. No início, tive muitas dificuldades em obter informações, pois quem fazia o peeling de Backer, não ensinava. Ou se ensinava, não entendia o que estava ocorrendo. Era um mero aplicador de método. A impressão que me dava é que se achavam seres superiores. Nada havia sido criado de novo. E aquela dificuldade inicial me serviu de estímulo para criar algo novo, aproveitando o lado maravilhoso do fenol e tentando minimizar os aspectos negativos. O primeiro passo foi na direção de tentar modificar a formulação clássica de fenol a fim de torná-la menos tóxica e menos agressiva. A forma encontrada foi a mais lógica - a pré-oxidação do fenol. Uma das formas mais simples de se oxidar uma substância é adicioná-la de uma substância alcalina. Desta forma, o fenol tornar-se-ia primariamente menos agressivo, uma vez que o seu respectivo sal é bem menos tóxico que o próprio fenol e, ao mesmo tempo, o agente também tornar-se-ia menos volátil. Ou seja, de uma só tacada, diminuímos a sua toxicidade e a necessidade de oclusão com a famigerada máscara de esparadrados. Sendo infinitamente menos doloroso que o fenol na forma clássica, acabou também a necessidade de se usar qualquer tipo de anestesia ou sedação. Através da aplicação de um simples analgésico comum é perfeitamente possível a realização do peeling de fenol segundo o método.
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Quais são os outros diferenciais?
- Tudo. Por não requer máscara oclusiva para o seu aprofundamento, este método tornou-se auto-stop, ou seja, se usado dentro das normas técnicas preconizadas, ele pára a sua ação sozinho exatamente no ponto ideal dos peelings profundos, que é a vasa-dérmica. A vasa-dérmica é o conjunto de vasos sanguíneos da derme superficial. Ele pára na vasa-dérmica porque o próprio lavado dérmico, ou seja, as substâncias que saem dos vasos neutralizam a ação do fenol. Isto significa muita segurança tanto para médico quanto para paciente. E isto ocorre justamente porque este método não requer máscara de esparadrapo oclusiva. Eu havia sido criado o único peeling profundo de fenol sem dor, sem arritmias, sem máscara oclusiva e, o mais importante, reprodutivo. Reprodutividade em medicina é muitíssimo importante porque, se devidamente treinado, todo médico poderá obter os mesmos resultados.
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O senhor já tentou utilizar outros ácidos para peelings?
- Sem dúvida que sim. Já tentei quase tudo em termos de ácidos e equipamentos, porém, nada até hoje se comparou ao resultado do fenol em termos de rejuvenescimento facial.
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Então por que alguns poucos médicos ainda insistem em falar mal do fenol?
- Alguns, porque ainda não conhecem os novos métodos de utilização do fenol, e simplesmente colocam tudo num mesmo saco. Outros, o que é pior, se valendo do pouco conhecimento geral sobre o assunto, tentam confundir a população usando o terrorismo. Por trás destas "preocupações" está o fato de que fizeram investimentos astronômicos em equipamentos importados mirabolantes e se vêem ameaçados por uma técnica tão simples, econômica e inteligente, mesmo que isto signifique atropelar eticamente tudo e todos. O que digo com convicção é que agora existe, sim, um divisor de águas entre a técnica clássica e a nossa técnica genuinamente brasileira. Ouvir dizer que elas são a mesma coisa é um desserviço.
Hoje, mais de 600 médicos já utilizam os novos métodos. Quem conhece a técnica se encanta. Êstes métodos já foram premiados em congressos internacionais da mais alta importância, e hoje nós somos referência mundial em peelings de alta performance. Porém, mais importante que tudo é o nível satisfação e a recuperação da auto-estima dos pacientes. Para mim, nada é mais importante.
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